erōtikós — trailer
(English subtitles available. Please turn on CC / Legendas em inglês disponíveis no botão CC).(ENGLISH SYNOPSIS BELOW)
Na mitologia grega, Ananke é a deusa da necessidade, das amarras e dos limites. Para contrabalancear seu domínio, nasce Eros, o deus do amor e do desejo. erōtikós é um documentário que mergulha nessa tensão fundamental para investigar o que restou do erotismo em uma sociedade moldada pela necessidade de controle, pela culpa religiosa e pela lógica colonial.
Costurando entrevistas profundas com performances artísticas provocadoras, o filme rompe com a visão binária que separa corpo e alma, humano e animal. De psicanalistas a trabalhadoras sexuais, de filósofos a artistas do corpo, o documentário transita por temas tabus como a sexualidade na velhice, a dessexualização da maternidade, a culpa cristã e as novas configurações afetivas além da monogamia.
Com participações de nomes como Geni Núñez, Alexandre Coimbra Amaral, Renato Noguera e Viviane Mosé, erōtikós ganha camadas importantes na direção musical de Lenna Bahule, na curadoria e direção de fotografia de Guta Galli e nas costuras das obras de artistas como Gal Oppido, Catarina Gushiken, Estela Lapponi e Moisés Patrício.
O filme propõe que o erotismo é, acima de tudo, uma forma de conhecimento e uma ferramenta política. Se o sistema adoece ao reprimir a pulsão, a cura passa pelo reconhecimento de que somos natureza, falha e excesso. O documentário é um convite a transformar o julgamento em curiosidade e a reconhecer o corpo como o primeiro território a ser descolonizado.
Ficha Técnica:
Concepção, direção e produção: Maíra Scombatti
Roteiro: Lara Aufranc e Maíra Scombatti
Direção de Fotografia: Guta Galli
Direção Musical: Lenna Bahule
Montagem: Lara Aufranc
Co-produção: Espelho Filmes
Assistência de produção e pós: Daiane Calisto, Rizzi Tani e Alana Ortiz
Edição de Som: Mariana Leão e Guilherme Lima Assis
Trailer: Rodrigo Kassab
Entrevistados: Abhiyana, Alexandre Coimbra Amaral, Catarina Gushiken, Céu Cavalcanti, Gal Oppido, Geni Núñez, Janaína Leite, Lenna Bahule, Maíra Scombatti, Pedro Ambra, Renato Noguera e Viviane Mosé.
Artistas, performers e diretores com obras nas costuras imagéticas: Carmen Faustino, Catarina Gushiken e Gal Oppido, Dora Selva e Louise Botkay, Denisse Ariana Pérez, Estela Lapponi, Fabiana Wolf, Flavia Pinheiro, Francisco Sendino, Guta Galli, Indra Haretrava, Janaína Leite, Jessica Fertonani Cooke, Lara Aufranc, Leticia Sekito, Lenna Bahule, Lucas Dupin, Moisés Patrício, Paula Sacchetta e Renan Flumian, Rob Woodcox e Sol Casal.
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In Greek mythology, Ananke is the goddess of necessity, constraints, and limits. To counterbalance her dominion, Eros is born—the god of love and the vital energy that enables us to dream and act. erōtikós is an essay documentary that delves into this fundamental tension to investigate what remains of eroticism in a society shaped by control, religious guilt, and colonial logic.
Weaving in-depth interviews with provocative artistic performances, the film breaks away from the binary vision that separates body and soul, human and animal. From psychoanalysts to sex workers, from philosophers to body artists, the documentary navigates taboo subjects such as sexuality in old age, the desexualization of motherhood, Christian guilt, and new affective configurations beyond monogamy.
Featuring thinkers such as Geni Núñez, Alexandre Coimbra Amaral, Renato Noguera, and Viviane Mosé, erōtikós gains important layers through the musical direction of Lenna Bahule, the cinematography of Guta Galli, and the intertwining artworks of artists like Gal Oppido, Catarina Gushiken, Estela Lapponi, and Moisés Patrício.
The film proposes that eroticism is, above all, a form of knowledge and a political tool. If the system falls ill by repressing the drive, healing comes through the recognition that we are nature, flaw, and excess. The documentary is an invitation to transform judgment into curiosity, recognizing the body as the first territory to be decolonized.